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Workshop Tendinopatias

05/10/2016 - Fisioterapia e movimento
Workshop Tendinopatias

sportsinjuriesEstima-se que 30-50% de todas as lesões esportivas são lesões por overuse (Järvinen, 1992, Kannus, 1997b). De todas as lesões desportivas, lesões do tendão tornaram-se um grande problema em esportes competitivos e recreativos (Kannus, 1997b). Também foi estimado que lesões crônicas do tendão são responsáveis por aproximadamente 50% das doenças ocupacionais (Almekinders e Temple, 1998). O tendão de Aquiles é um dos tendões mais lesionados especialmente em atletas envolvidos com corridas e saltos (Kvist de 1994, Józsa e Kannus de 1997, Alfredson e Lorentzon de 2000, Stanish et al., 2000, Paavola et al., 2000a). Tendinopatia de Aquiles, no entanto, nem sempre é  relacionada com a atividade física excessiva.

Pessoas de diferentes idades com tendões sob diversificadas cargas apresentam  diferentes graus de dor, irritabilidade, e capacidade de funcional. A recuperação é também variável; alguns tendões recuperam com intervenções simples, alguns permanecem resistente a todos os tratamentos.

A patologia da tendinopatia tem sido descrito como uma lesão que falhou na cura. Nenhuma dessas descrições explica completamente a sua heterogeneidade. Este workshop propõe, e fornece evidências para o processo da patologia. Este modelo de patologia permite racional colocação de tratamentos ao longo do processo.

Apesar dos recentes avanços nas pesquisas sobre reabilitação na tendinopatia e sobre o processo da endinopatia, elas ainda permanecem um tanto em sua infância. Nosso conhecimento desta condição é muito diferente agora do que há 10 anos e daqui há 10 anos a partir de agora provavelmente vai ver muito diferente os tratamentos novamente. E você estará em qual fase de conhecimento?

Jill Cook e Craig Purdam têm estado na vanguarda da investigação tendinopatia por alguns anos. Seu artigo de 2009 delineou um modelo que descreve 3 etapas diferentes de tendinopatia e mudou a conduta clinica desde então, este ano  fizeram uma revisão de seu ensaio e ainda maioria dos profissionais que trabalho se quer sabem sobre este ensaio. 

Você sabia que dependendo da fase da tendinopatia o alongamento é contra indicado?

Não estique, não alongue – isso pode promover algum debate entre os corredores e os fisioterapeutas, mas em muitos casos é sensato não esticar principalmente em algumas fases da  tendinopatia. Alguns artigos até criticam certas aulas de Yoga e Pilates. Sabemos que existe um mito, principalmente corredores amadores de alongar como aquecimento. Muitas vezes queremos usar todos os recursos disponíveis em uma lesão para melhorar o mais rápido possível nosso atleta, mas às vezes é melhor ficar com o que sabemos que funciona. O problema com o alongamento é o potencial para a compressão do tendão. O tendão isquiotibiais, por exemplo, é muitas vezes comprimido durante o alongamento que é susceptível de agravar os sintomas. Às vezes o comprimento do músculo é um problema que você precisa resolver, mas é provavelmente mais sábio fazer isso em certas fases do continuo.

Allison Grimaldi fala sobre isso quando explica a tendinopatia isquiotibiais. Cook e Purdam (2012) sugerem a massagem pode ser uma opção melhor do que o alongamento para ganhar comprimento muscular e flexibilidade na tendinopatia compressiva.

Treinar ou descansar?

A tentação em correr está sempre lá com o corredor, por vezes, embora seja importante permitir o descanso adequado em primeiro lugar.  Escolher treinar ou descansar é realmente uma decisão bastante complexa. Uma série de fatores desempenham um papel – você está treinando para uma corrida ou apenas treinando fora de temporada? Quão grave e irritável são os sintomas? Você pode encontrar uma maneira de correr sem dor (tanto no momento e 24-48 horas mais tarde)? Como esta o seu corpo no geral – você está lutando com uma série de pequenas imperfeições que precisam de algum descanso? Qual é a foto principal aqui – vai descansar agora de forma a impedir que isso se torne uma questão de longo prazo persistente? 

Sabemos que os cuidados com a carga é sem dúvida a parte mais importante do tratamento assim se você continuar a sobrecarregar um tendão reativo ele pode permanecer nessa fase reativa dolorosa ou progredir ocasionando mudanças estruturais dentro do tendão. É um um ato de equilíbrio, porém, como o descarregamento do tendão por muito tempo, também é improvável que seja útil e muitos fisioterapeutas irão aconselhar para continuar algum nível de treino se possível.

Como um guia muito geral eu sugiro que você esteja bastante confortável tanto em repouso quanto andando antes de começar a correr novamente.

A boa notícia, porém, é que muitas vezes você pode fazer alguns treinos, desde que você escolha os exercícios com pouca tensão ou carga de compressão sobre o tendão.

Ahh eu sei que atletas de alto rendimento não conseguem parar o treino se estiverem em temporada, mas e aí o que fazer? Como poderemos ajudar estes atletas ao seu mais alto nível sem piorar a lesão? Essas perguntas e outras é o que aprenderemos em nosso workshop.

Aprenderemos sobre as fases da tendinopatia e como tratar cada uma dessas fases. Claro que eu não vou passar receita de exercícios, o workshop destina a ensinar o fisioterapeuta ou educador físico a ser critico e poder montar o seu programa. Quando digo o educador nesse processo não quero dizer que ele vá reabilitar mas ele reconhecera as fases e saberá trabalhar em equipe para o melhor do paciente ou atleta. Quando digo equipe falo também de médicos, eu hoje mesmo estou com paciente afastado por ordem médica, repouso de tendinopatia glútea. Mas, o que fala os artigos, repousa mesmo na fase aguda?

Esta resposta eu vou dar por necessidade de manter um guia de pensamento para o que será nosso workshop.

Langberg e colegas (2001a) mostraram que o exercício aumenta a circulação no tendão de 2,5-3,5 vezes as taxas de repouso em indivíduos, independente da idade. Isto suporta o conceito para pacientes exercitarem para promover a circulação, a fim de ajudar o processo de cura em todas as fases de reabilitação. As pesquisas sobre o fluxo sanguíneo indicam que o tecido do tendão é um tecido dinâmico que responde a atividade muscular (Kjaer et al., 2000). Mas existem outras evidências que ficar parado é pior que podemos fazer para melhorar a cura em nossos tendões. 

Nesse workshop aprenderemos os fisiologia dos tendões ( circulação sanguínea, inervação, metabolismo) estrutura dos tendões, efeito dos exercícios nos tendões, efeito da idade sobre tendões. Aprenderemos sobre o processo patológico e como tratar em cada fase do processo patológico, e sobre o que fazer com o manejo da dor. 

Concluindo

Ao longo do tempo a nossa compreensão da patologia do tendão mudou significativamente. O termo tendinite não é utilizado porque os estudos mostram que não existe um processo inflamatório que ocorre nos tendões. Infelizmente essa crença está profundamente enraizada em muitos profissionais de saúde e as pessoas ainda pensam em tendinopatias. É hora de seguir em frente e aceitar que este não é o processo que ocorre dentro das células do tendão e o termo tendinite precisa ser abandonada da nossa descrição do problema(Khan, et al., 2002). 

Os fatores-chave no início da tendinopatia parecem ser de armazenamento repetitivo de energia e liberação, e compressão excessiva. A palavra chave aqui é a compressão, não rompimento ou dilaceração do colágeno. Compressão cria o processo tendinopatico induzido por células dentro dos tecidos (Cook & Purdam., 2012).

E você profissional do movimento sabe se esta trabalhando para aumentar e piorar a lesão ou trabalhando para melhorar e evitar agravamento e cronicidade de seus atletas, pacientes?

As referencias e artigos serão todos dado no workshop.

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