Teste Vleeming

By Craig Liebenson, DC

Introdução
Encontrar o diagnóstico funcional que explique os sintomas de nossos pacientes e intolerâncias a atividades pode ser um desafio na prática clínica.

Testes funcionais são de valor inestimável para a identificação de “pontos chave” responsáveis pela sobrecarga biomecânica das estruturas sensíveis à dor. Uma variação da a elevação da perna estendida (SLR straight leg raise ) como teste surgiu na Europa e pode ser utilizado para triagem de disfunção lombo-pélvica em pacientes com dor nas costas.

Se um paciente chega em nossa clínica com dor nas costas ou dor na nádega, podemos contar com a amplitude de movimento, palpação ou testes ortopédicos para revelar o que está causando a dor do paciente, ou é mais provável que esse exame vai nos dizer sobre a sensibilidade mecânica do paciente?  Estes procedimentos podem revelar onde a dor é gerada, mas não o que causou o tecido tornar-se doloroso, em primeiro lugar.

Da mesma forma, não é realista supor que as modalidades de imagem irão informar-nos sobre a fonte de sobrecarga biomecânica destes pacientes? Se a taxa de falso-positivo para hérnia de disco e artrite é de 20 por cento em 20 anos de idade, 30 por cento em 30 anos de idade, 50 por cento em 50 anos de idade, e assim por diante, podemos supor resultados positivos como a verdadeira causa da dor dos nossos pacientes? É mais provável que uma pessoa se adapte funcionalmente a patologia e isto passe a estar relacionado estruturalmente a ele. Em contraste, aqueles que têm os sintomas da dor precisamente porque não se adaptam!

Isso ocorrer por exemplo quando lesionamos um músculo que ou alonga e enfraquece, ou torna-se curto e tenso. Os movimentos ainda devem acontecer, para que continuemos nosso gestual do dia a dia, mas adotamos uma combinação diferente de músculos para alcançar o movimento. Isso é muito menos eficaz, ou seja, um padrão de movimento com defeito é estabelecida, de certa forma “enganamos” os mecanismos motores corretos, adquirindo padrões motores ineficientes, com grande dispendio de energia e compensações.

Certos músculos passam então a serem usados excessivamente,  o cérebro seletivamente recruta os músculos “fortes” em vez de músculos mais fracos.

Depois de um tempo, os maus hábitos posturais passam a ser completamente normal, até que aparece a dor como nos problemas de coluna, lesões no ombro, dores de cabeça tensionais, dores no pescoço ou lesões de joelho.

Por esta razão, é um desafio encontrar as disfunções relevantes, responsáveis pela patologia estrutural, ou um gerador de sobrecarga biomecânica tornando alvo potencial de tornar-se dolorido.

Vleeming’s Straight Leg Raise Test

O cientista holandês Andry Vleeming desenvolveu uma variação sobre o SLR para avaliar a disfunção lombopélvica ou a disfunção (SI) sacroilíaca. Esta nova versão do SLR tem demonstrado sua confiabilidade e validade para revelar disfunção relevantes na cadeia cinética da lombar ou dor pélvica dos pacientes. A sensibilidade foi 0,87 e a especificidade foi de 0.94, para este teste.

O teste ativo de elevação da perna reta (ASLR) tem demonstrado estar associada a dor no pós-parto SI. Tem sido demonstrado uma cinemática alterada do diafragma e do assoalho pélvico que esta presente em pessoas com um teste positivo. Além disso, a compressão manual, lateral-a-medial, através do ilíaco, normaliza esse estrategia de controle motor alterado.

Teste: peça o paciente para deitar em supino usando a seguinte instrução: “. Tente levante as pernas, uma após a outra, mais ou menos  20 cm do chão sem dobrar o joelho” Observe se há:

■ dor, ou

■ rotação do tronco significativa.
Se o teste for negativo, adicione resistência e veja se há dor ou rotação de tronco,

■força grau / 5.
Se qualquer teste for positivo, tente o seguinte para verificar novamente se o teste é  negativo:

■ o paciente ativamente sente sua coluna lombar;
■ aplicar a compressão manual através do ilíaco e
■ apertar o cinto ao redor da pelve.

Consequências clínicas

Dor ou controle motor pobre durante ASLR é causado pela disfunção da articulação SI ou inibição dos musculos abdominais ou dos flexores do quadril. A conseqüência na cadeia cinética de um teste positivo é alteração na  transferência de carga da perna ao tronco, e pouca estabilidade durante atividades como a marcha; agachamento; sentar; ficar de cócoras, empurrar e puxar.

A articulação SI proporciona estabilidade ao sistema locomotor durante a marcha por meio de dois mecanismos. A força de fechamento ocorre por causa de nutação e contramutação da pelve durante a marcha pela transferência de carga da perna ao tronco. Força de fechamento ocorre porhttp://youtu.be/xJu78emaMAg meio de músculos profundos como o “espartilho” da região lombo-pélvica durante a transferência de cargal. Esses músculos profundos executados anteriormente (peitoral maior, oblíquo externo, transverso abdominal, oblíquo interno) e posteriormente (glúteo máximo, latíssimo do dorso).

  1. straight-leg-raise test: A clinical approach to the load transfer function of the pelvic girdle. In: Vleeming A, Mooney V, Dorman T, et al., eds. Movement, Stability and Low Back Pain: The Essential Role of the Pelvis. Edinburgh: Churchill Livingstone, 1997:425-31.

Craig Liebenson, DC
Los Angeles, California

cldc@flash.net

  • Mens JMA, Vleeming A, Snijders CJ, Koes BW, Stam HJ. Reliability and validity of the active straight leg raise test in posterior pelvic pain since pregnancy. Spine 2001;26:1167-1171.
  • O’Sullivan PB, Beales DJ, Beetham JA, Cripps J, Graf F, Lin IB, Tucker B, Avery A. Altered motor control strategies in subjects with sacroiliac joint pain during the active straight-leg-raise test. Spine 2002;27:E1-E8.
  • Mens JM, Vleeming A, Snijders CJ, et al. The active straight-leg-raising test and mobility of the pelvic joints. Eur Spine J 1999;8:468-74.
  • Mens JMA, Vleeming A, Snijders CJ, et al. Active

Deixe uma resposta