Qual problema de ter diástase reto abdominal? O tratamento além das cintas

 

Antes de iniciarmos por qualquer definição do que é diástase do reto abdominal, precisamos salientar que a diástase é uma questão que envolve o corpo inteiro. Se partirmos apenas para definição deixaremos de lado todo o conjunto de fatores e hábitos que permitiu que a diástase acontecesse. Ao olharmos apenas para cintas e exercícios para corrigir estes problemas estaremos focados no sintoma e deixaremos de corrigir problemas mais profundos que levaram a diástase acontecer.

DR é uma separação não natural das metades direita e esquerda do músculo reto abdominal na linha média. Chamamos de não natural porque a região ja é separada na linha alba. No caso da DR a distancia da linha alba aumenta devido a uma combinação de forças que estaremos abordando mais a frente. Saliento ainda que definição clássica chama apenas de separação do músculo reto.

A caixa abdominal possui uma arquitetura funcional e anatômica para permitir os componentes da cavidade abdominal trabalharem em conjunto de uma maneira sinérgica. Ela contém as vísceras abdominais e pélvicas e é delimitada por muitas estruturas, incluindo:

. O diafragma, incluindo inserção vértebras, por extensão, o músculo psoas cuja fáscia intimamente combina com o da assoalho pélvico e o músculo obturador interno,

. A parede abdominal que inclui o transverso abdominal e suas conexões fasciais associadas anteriormente e posteriormente,

. As fibras profundas do multífido, os intercostais, a coluna vertebral tóraco-lombar (T6 -T12 e associado as costelas – L5, sacro) e componentes ósseos da cintura pélvica (inominados, sacro e fêmur).

O recipiente contém 85 articulações lombo-pélvicas as quais exigem estabilização durante tarefas funcionais. Estratégias corporais adequadas para a função e o desempenho corporal vão garantir uma mobilidade controlada, a preservação da continência e apoio de órgãos e respiração. Hoje entendemos que mobilidade vai além de flexibilidade, a mobilidade envolve todo o controle do cérebro e suas redes de conexões com os músculos para o gestual humano e de determinadas atividades funcionais.

A evidência atual sugere que os músculos e fáscias da região lombo-pélvica desempenham um papel significativo na função músculo-esquelético, bem como na continência e na respiração e a prevalência combinada de dor lombo-pélvica, incontinência e distúrbios respiratórios estão lentamente a ser compreendido (Pool- Goudzwaard et al 2005, Smith et al, 2007a). É também claro que a função sinérgica de todos os músculos do tronco é necessário para uma eficiente transferencia de forças através da região lombo- pélvica durante várias tarefas funcionais de diferentes maneiras e suportes pesos diferentes(Hodges & Cholewicki 2007).

Estratégiasideais para transferência de forças irão equilibrar o controle de movimento, mantendo os eixos comuns ideais, mantendo a pressão intra-abdominal suficiente, sem comprometer os órgãos (preservar a continência, prevenir o prolapso ou hérnia) e apoiar a respiração eficiente. Estratégias não-ideais para a postura, movimento e / ou respiração criam falhas na transferência de forças que pode levar à dor, incontinência e / ou distúrbios respiratórios. isso ocorre na diastase.

Deficiências individuais ou combinados em vários sistemas, incluindo a articular, neural, miofascial e / ou visceral pode levar a estratégias não ideal durante tarefas simples do dia a dia.

  Na maioria das vezes os musculos se ligam a ossos para permitir gerar forças e movimento, no caso do abdômen eles se unem as fascias que precisam ser fortes para suportarem esta transferencia de forças.

Musculos se ligam aos ossos através de tendões, mas como no abdômen não temos arranjo eles se ligam as aponeuroses que é o mesmo tecido de um tendão porem eles possuem uma forma de trama de tecido. A linha alba e semilunares são tais peças. Os músculos do abdômen se interconectam nessa rede. Essa tecelagem ( e ela varia dependendo da região do abdômen que olhamos) resulta em uma estrutura sólida onde cada componente é a chave para uma função.

Então a linha alba não é uma área isolada onde os músculos do abdômen se conectam, mas uma estrutura formada pela união desses musculos. Por isso ao invés de chamarmos a diástase do reto abdominal o ideal seria perceber que de o que de fato ocorre é uma lesão nessa trama de aponeuroses.

Lembrando dessa trama percebemos que a linha alba pode ser puxada puxada pela pélvis e caixa torácica, pelo musculo reto do abdomen e pelos demais musculos do abdômen. Quando levantamos os braços para alcançar algum objeto podemos sentir como este movimento vem arrastando como uma rede todo uma conecção de músculos que afetam a linha alba. Quase todos os movimentos do corpo, mesmo aqueles que não são feitos no abdômen, acionam diretamente o núcleo. Ainda que você não saiba ou não perceba isso, mas a verdade que os movimentos em todo o seu corpo estão contribuindo para forças puxando seu núcleo, gerando forças nesta região.

Agora você ja é capaz de começar a entender o processo de recuperação e trabalho para com quem tem diástase. Toda uma transferencia de força entre o corpo e gravidade, toda a cadeia cinetica de movimento estao alterada, o simples ato motor de levantar o braço esta alterado biomecanicamente.

Para trabalharmos com a DR temos que ir alem da preocupação com as peças anatômicas de nosso abdômen. Precisamos estar envolvidos com todo um sistema de movimento, precisamos trabalhar para que todo o corpo seja forte e intacto. As forças que são tramitadas pelo nosso corpo quando empurramos um objeto por exemplo não são listadas em livros de anatomia, e elas são componentes essenciais para o bom funcionamento do corpo humano. Nesse processo então é importante conceituarmos estas forças atuando sobre

e sendo criadas pelo corpo, que influenciam a criação ou reparação da DR.

A DR pode ser um afinamento na bainha que contém o músculo reto abdominal, pode ser um afinamento da linha alba em uma pequena área ao redor do umbigo. Não importa o fato é que alguma coisa empurra ou puxa a linha alba ocasionando um desgaste e ruptura. Forças movem nosso corpo em diferentes direções o tempo todo. Desde o posicionamento de nossos pés em nossos sapatos e no chão, para a tensão nas panturrilhas que podem posicionar nossa cabeça de forma anteriorizada, tudo isso é influenciado por forças que percorrem nosso corpo. O que faz o corpo subir, descer, ir para os lados é sempre o resultado da soma total de forças agindo pelo corpo.

Ao sabermos que nossos movimentos geram forças que podem ocasionar a ruptura da linha alba, algumas pessoas podem pensar ou partir do principio que evitar o movimento seria o caminho para não ocorrer a DR ou piorar a DR instalada. Mas por outro lado não mexer não corrige o problema, e não mover resulta em problemas muito maiores do que a DR. Aprender a criar um determinado conjunto de forças quando movermos, aprender a mover de forma que possamos fortalecer e curar, uma vez que iniciamos este caminho, encontraremos a habilidade de fortalecer que ira reforçar nossa capacidade de cura, que reforça novamente nossa capacidade de fortalecer e assim por diante.

Nosso corpo é uma máquina, máquina feita para mover em equilíbrio, o equilíbrio correto de frequência de movimento e tipo de movimento resulta em melhores resultados para nosso corpo.

E QUAIS EXERCÍCIOS E MOVIMENTOS EU DEVO FAZER ? COMO EU MELHORO MINHA DIASTASE? QUAIS MOVIMENTOS PIORAM? SAO QUESTOES SOLUCIONADAS EM NOSSO CURSO E EM ALGUNS ARTIGOS FUTUROS

ESSE MATERIAL FAZ PARTE DA APOSTILA QUE E DADA NO CURSO DE DIASTASE EM BEVE DIVULGO DATAS, INTERESSADOS FAVOR ENVIAR WHATSAPP 61-99966-7675

Deixe uma resposta