Pilates regulamentar ou não?

lápis

Deixem que as energias criativas permaneçam desimpedidas. Simplesmente deixem que a sociedade se organize espontaneamente para que ela aja em harmonia com essa lição. Deixem que os aparatos legais da sociedade removam todos os obstáculos da melhor forma possível. Permitam que esses conhecimentos fluam livremente.  Tenham fé que homens e mulheres irão responder à mão invisível.  Essa fé será confirmada.

Uma vez que o governo obteve o monopólio de uma atividade criativa como, por exemplo, a entrega de correspondências, a maioria dos indivíduos passou a acreditar que as cartas não poderiam ser entregues eficientemente pela ação livre dos homens.  E aqui está a razão: cada um reconhece que ele próprio não sabe como fazer acontecer todas as circunstâncias para a entrega de correspondências.  Essas suposições estão corretas.  Nenhum indivíduo possui conhecimento suficiente para efetuar a entrega de correspondências para toda a nação, assim como nenhum indivíduo possui conhecimento suficiente para fazer um lápis.  Agora, na ausência da fé em pessoas livres — sem a percepção de que milhões de pequeninos conhecimentos podem naturalmente e miraculosamente se formar e cooperarem para satisfazer suas necessidades — o indivíduo só pode concluir equivocadamente que a correspondência só pode ser entregue graças à “mente superior” do governo.

No lugar da entrega de correspondências, pense na profissão de professor de Pilates. Leia o texto Eu, o Lápis depois releia e tente colocar a profissão de professor de Pilates no lugar do lápis.

Eu, o Lápis em português click aqui 

I, pencil em inglês clique aqui 

Todo poder corrompe, e o poder absoluto corrompe de maneira absoluta. – Lord Acton

Uma vez que o governo obteve o monopólio de uma atividade criativa como, por exemplo, formação de professores de Pilates, a maioria dos indivíduos passou a acreditar que Professores de Pilates não poderiam ser formados eficientemente pela ação livre dos homens.  E aqui está a razão: cada um reconhece que ele próprio não sabe como fazer acontecer todas as circunstâncias para formar um professor de Pilates.  Essas suposições estão corretas.  Nenhum indivíduo possui conhecimento suficiente para efetuar ser professor de Pilates para toda a nação, assim como nenhum indivíduo possui conhecimento suficiente para fazer um lápis.  Agora, na ausência da fé em pessoas livres — sem a percepção de que milhões de pequeninos conhecimentos podem naturalmente e miraculosamente se formar e cooperarem para satisfazer suas necessidades — o indivíduo só pode concluir equivocadamente que se tornar professor de Pilates só pode acontecer  graças à “mente superior” do governo. 

Meio absurdo pensar isso hoje, não é? Mas será a realidade creio eu, se abrirmos mão de nossa liberdade e da busca de sermos cada vez melhores e profissionais em prol de uma papel do governo dizendo que você é professor de Pilates.  Hoje o Zé da esquina pode montar seu curso de uma semana, e outras escolas seguem padrões de muitas horas de estudo e pratica para formação. Quem escolhe com quem quer fazer Pilates, quem é bom ou não é o mercado, tanto para quem vai se tornar profissional como para quem vai ser atendido. O governo irá padronizar seus cursos baseado em quem, em qual grupo?

Eu sou fisioterapeuta reconhecido pelo governo do Brasil e eu não posso exercer minha profissão fora do Brasil, nem mesmo fora do  estado sem pedir autorização. Sou fisioterapeuta apenas no Brasil. Queremos isso para o  Pilates? Queremos pagar impostos mais alto  e sermos monitorados pelos governos? E a nossa liberdade de dar uma aula gratuita no Congo, ou qualquer outro país, ou um Elder ensinar no meu estúdio no Brasil  isso se tornaria ilegal. O que você acha? De que lado você está? Você quer ser reconhecido pelo governo? Ou quer ser reconhecido profissionalmente por suas atitudes profissionais, talentos, aulas, cursos, etc? O governo reconhecer a profissão traria segurança para quem? Qual grupo ele escolheria para ser o ”MEC” e ser o “conselho de Pilates”?  Conselhos profissionais funcionam para defender a profissão?

O livre mercado é um cenário político-legal no qual as pessoas são livres para buscar pacificamente seus próprios propósitos. Essa atividade gera, de maneira não-intencional, uma ordem não-planejada que facilita a cooperação e a coordenação entre até mesmo estranhos distantes, tornando o propósito de cada pessoa mais eficaz e eficiente do que seria de outra forma, e não é isso que vivemos em nossa profissão. Somos livres interagimos com pessoas, aqui no Brasil, EUA, Europa, Ásia, nossa profissão não tem território mas tem partículas de conhecimento sendo compartilhadas espontaneamente, porque abrir mão dessa espontaneidade onde cada um é peça importante e colocar toda esta mágica nas mãos de um planejador central?

O mercado é belo não porque faz jus a algum modelo de equilíbrio matematicamente elegante – mas pelo contrário! Sua beleza reside em seu poder de coordenar e corrigir erros. E faz esse trabalho sem compulsão e direção central autoritária. Como resultado, quando verdadeiramente livre – sem privilégios, sem restrições arbitrárias – o mercado dá a todos uma chance melhor de viver da melhor maneira pacífica que desejarem. Que encantador!

Obviamente, uma vez que o poder de regular é concedido, aqueles diretamente afetados pelas regulações potenciais utilizarão sua riqueza e poder para fazer lobby junto ao processo político, de maneira que os beneficie. Por exemplo, cerca de 75% dos casos antitruste não são iniciados pelo governo, mas sim por empresas privadas descontentes com o comportamento da concorrência. Os agentes privados constantemente se engajam na prática do lobby e rent-seeking por regulações que lhes beneficiarão e/ou prejudicarão seus concorrentes. Aqueles que tendem a ganhar benefícios oriundos da regulação, tais como empresas, farão lobby para obter regulações que lhes beneficiassem. Com o aumento da politização dos mercados (Pilates), serão aqueles melhor conectados ao processo político que ditarão as regras do processo regulatório. Eles, diga-se de passagem, não são preocupação principal das pessoas focadas em justiça social.

Existe bastante evidência histórica sobre o papel das grandes corporações na prática do lobby relativo ao desenvolvimento e aprovação de uma grande variedade de regulações. Enquanto o estado regular, a possibilidade dos lucros privados atraírem aqueles com poder e recursos para esse jogo, ou seja, aqueles que nem são envolvidos com a profissão de Professor de Pilates, o qual eles irão inevitalmente ganhar. E os perdedores serão aqueles sem poder e recursos.

Alguns argumentam que as leis governamentais nos protegem, eliminam maus profissionais, quem tem o papel de fazer isso é o mercado não leis, bons profissionais ficam maus caem mais dia menos dia. Mas o mundo não funciona assim, isso é utopia, outros podem alegar. Vamos a fatos concretos e bem semelhantes ao que vivemos em nossa profissão. Diga-se de passagem governos estão doidos para regular a INTERNET, mas é exatamente a velocidade gigante de trocas de conhecimento , de interação que torna difícil essa regulamentação, e exatamente por ser desregulamentado a INTERNET cresce vertiginosamente mudando nossas vidas.

A “nuvem” tem se tornado o novo mundo em que vivemos, nos comunicamos, trabalhamos, construímos nossas vidas profissionais e familiares, distribuímos o que sabemos, descobrimos coisas novas, e geralmente administramos todas as nossas vidas. A migração para a nuvem se intensifica em velocidade e substância todos os dias. Toda vez que você olha para um mapa do que está acontecendo, você descobre algo novo. Ninguém em particular está construindo esse mundo. Ele está sendo construído sem nenhum  planejamento, por escolhas individuais das pessoas, uma escolha por vez.

Não posso fazer nada a não ser comparar esse novo mundo com o antigo. O mundo antigo era governado por Estados-Nação com fronteiras, organogramas, categorias e planos para tudo. O novo mundo transcende estados, fronteiras, gráficos e planos. É uma ordem espontânea, constantemente estendida pelo desejo das pessoas de se conhecer e conectar-se. É o exemplo mais mordaz e bonito em nosso meio da habilidade das pessoas de organizarem as suas vidas por conta própria, com a assistência de empreendedores, programadores, promoters e proprietários.

O futuro irá acontecer, e será modelado por aqueles que ousam romper com o convencional, ousam discordar, e ousam assumir riscos para triunfar em favor do que pode vir a ser. E nossa profissão tem exatamente este diferencial, é moderna, não tem fronteiras, não tem barreira, não tem dono nem patrões, mas tem entrega, paixões, amizades que se formam. De que lado você quer ficar no atrasado ou no caminho que estamos trilhando? Eu amo ser professor de Pilates, amo servir meus alunos ( sejam eles professores de Pilates, pacientes ou clientes) amo reabilitar pessoas com meus conhecimentos, e o melhor eu tenho amigos aqui no Brazil e no mundo todo e sou professor em todos os cantos do mundo, não precisei de um papel dizendo o que sou nem de grupos para controlar o que faço.

Alvaro Alaor 

Alvaro Alaor Pilates SHIS QI 13 Bloco E salas 13/14, lago Sul, Brasília Fone: 61- 9385-3838

 

Vídeo Eu,  o Lápis



Vídeo comentado Ordem espontânea




Referências

Sheldon Richman, The Free Market Is a Beautiful Thing. Trade and cooperation are superior to force and command.  April 14, 2013 http://reason.com/archives/2013/04/14/the-free-market-is-a-beautiful-thing

Steve Horwitz, Why Free Markets? June 2011. http://bleedingheartlibertarians.com/2011/06/why-free-markets/

Jeffrey Tucker, How the internet saved civilization, July 2013 http://lfb.org/today/how-the-internet-saved-civilization/


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