Pilates e hipermobilidade articular.

 


Na hipermobilidade articular as articulações possuem uma característica de irem além dos limites considerados normais de movimentação, o que predispõe as pessoas a lesões. Há uma maior incidência de luxação e entorse nas articulações envolvidas. A Escoliose ( curvatura da espinha ) ocorre com grande freqüência nas pessoas com hipermobilidade.O excesso de mobilidade articular tende a diminuir com o envelhecimento.

Os acometidos tendem a lembrar de fatos em que divertiam os amigos por causa da movimentação excessiva. E isto também pode passar despercebido para muitos instrutores de Pilates e muitas vezes ser considerado como algo admirado, pois chama atenção a capacidade e a disponibilidade de movimentação presente nestes alunos. È muito comum relatarem articulações clicando, por vezes, suas articulações saem do lugar e às vezes podem relatar dores musculares. Como uma criança que pode relatar ter sido desajeitada, com uma pobre coordenação motora e com aparecimento de equimoses constantes. Geralmente, aqueles com articulações hipermóveis ao praticarem esportes melhoram seu desempenho motor, porém eles são mais propensos a lesões e levam mais tempo para se recuperar.

Basicamente, se você tem hipermobilidade terá “articulações soltas”. Você tem uma deficiência de uma proteína chamada ” colágeno ” em seu corpo que enfraquece seus ligamentos. Ligamentos juntam osso a osso e, portanto, suas articulações perdem o apóio. Esta perda de apóio irá colocar as articulações sobre uma maior tensão e, portanto, pode ser mais suscetíveis a torções e posteriormente dor.

Em geral os músculos são suficientemente longos para permitir a amplitude total de movimento de uma articulação, não necessitando que usemos além deles sobrecarregando os ligamentos. É o controle neuromuscular da tensão envolvida nas contrações musculares que freqüentemente precisa ser re-estabelecida para que os músculos mostrem seu comprimento total.

Nem todos precisam de uma flexibilidade aumentada, e devemos estar atentos a esta máxima. O movimento tende a vir do segmento mais flexível. O que temos de mais importante a fazer é abordar uma mudança de comprimento em todos os músculos ao redor de uma articulação, já que o movimento tende a vir de áreas já hiper-móveis. Uma conseqüência em se permitir que o movimento se inicie sempre dessas regiões é um aumento de flexibilidade em áreas já hiper-móveis. Por esta razão é imperioso termos a capacidade de avaliar de onde vem o movimento e aprender como bloquear ou estabilizar as partes hipermóveis de modo que possamos trabalhar as partes hipomóveis. Não é uma tarefa fácil, na maioria das vezes, os alunos tenderão a se queixar e tentaram bloquear nossas tentativas no intuito de moverem da forma mais fácil (ou seja, através de áreas hipermóveis), por vezes, até podem ficar aborrecidos, mas os ganhos da persistência são maiores.

Uma vez tendo alcançado o comprimento máximo absoluto, a tentativa de aumentar ainda mais esse alongamento serve apenas para estirar ligamentos e submeter os tendões a tensões desnecessárias. Os ligamentos sofrem laceração quando alongados em mais de 6% do seu comprimento normal. Tendões se deformam quando são alongados mais de 4% do seu comprimento normal. Mesmo quando ligamentos e tendões alongados não se laceram, o resultado pode ser a redução da estabilidade articular.

O tratamento é tipicamente aprender a controlar esta mobilidade excessiva. O programa deve ser projetado para suas necessidades, é necessário que se encaixe no seu estilo de vida. O Pilates é perfeito no exposto até o momento, pois poderemos montar um programa específico para as necessidades de vida diária de cada aluno, realizando movimentos funcionais, reeducando o aluno para seu gestual profissional e recreacional. A técnica trabalha os músculos estabilizadores, fortalece os músculos do “core”(centro de força) e os músculos motores globais, o que é de fundamental importância para estas pessoas, porque elas possuem ligamentos que não estão fornecendo o apoio necessário. É importante perceber que certas articulações podem ser mais móveis que outras e, portanto, certos exercícios podem ser mais relevantes que outros. No geral uma mudança de estilo de vida é sempre necessária para evitar agravar o stress nas articulações e orientação em atividades mais adequadas.

Mais não é melhor, melhor é melhor, Joseph Pilates dizia sempre para nunca fazer 10 kilos de esforço para um movimento que só exija cinco, por existir um movimento consciente, os alunos aprendem ou deveriam, a contrair e relaxar a musculatura, e contraí-las na medida correta recrutando o tanto necessário de esforço e minimizando sobrecargas em articulações e ligamentos. Principalmente conscientizam quando sobrecarregam seus ligamentos indo além do “permitido”.  Pilates acreditava que temos uma responsabilidade pessoal com nossa saúde que vai além das aulas, incorporar os princípios do método em todas as áreas da vida leva a consciência de condicionamento a outro nível e consequentemente tudo que fazemos contribui para nosso bem estar.

Mais informações de como trabalhar para organizar e estabilizar em http://www.alvaroalaorpilates.com/principios-de-estabilidade/

10 comentários em “Pilates e hipermobilidade articular.

  1. Olá Alvaro! Muito interessante o post sobre hipermobilidade articular e pilates. Sou de Brasília, mas estou morando no Rio atualmente. Você conhece alguém que trabalhe nessa linha com o pilates no Rio? Pode me indicar? Email: bqcunha@yahoo.com.br
    Obrigado e abraços,
    Bruno

    1. Oi Bruno,
      Obrigado e volte sempre e esteja a vontade para dar sugestões e
      discutir assuntos.
      Conheço sim, vou tentar saber endereços e te passo!

  2. Oi Alvoro eu achei muito interessante pilates e hipermobilidade articular que fala muito bem da estrutura do corpo humano e sobre lesoes e muito importante. sou filha do antonio o porteiro da construtora RV.

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