Mova-se! Exercite sua longevidade!

 

A expectativa de vida aumentou dramaticamente, tanto para homens e mulheres, e tem havido um rápido declínio no número de mortes por doenças infecciosas e desnutrição. No entanto, as estimativas confirmam que estes ganhos impressionantes na saúde estão sendo desfeitos pela aumento do número de casos de doenças não transmissíveis (DNT). De acordo com a CGD Global Burden of Disease Study 2010, o número anual de mortes por doenças não transmissíveis aumentou em quase 8 milhões desde 1990. DNT respondeu por quase duas de cada três mortes no mundo em 2010. Dos 52,8 milhões de mortes em 2010, as doenças não transmissíveis são responsáveis ​​por 34,5 milhões ou 65,5%. Um número muito alto.

Mas o que é Global Burden of Disease Study 2010 (GBD)? É um grande estudo um dos maiores esforços para descrever as causas e a distribuição global e as causas de uma grande variedade de doenças, lesões e fatores de risco a saúde. Os resultados mostram que as doenças infecciosas, doenças materno-infantil e a desnutrição agora causam menos mortes e menos doenças do que elas fizeram há vinte anos. Como resultado, menos crianças estão morrendo a cada ano, mas mais jovens e adultos de meia idade estão morrendo e sofrendo de doenças e lesões, com doenças não transmissíveis, como câncer e doenças do coração, tornam-se as causas dominantes de morte e incapacidade em todo o mundo.

Desde 1970, homens e mulheres em todo o mundo ganharam um pouco mais de dez anos de expectativa de vida em geral, mas eles passam mais anos vivendo com lesões e doenças. E isso significa dizer que vivem mais mas com uma qualidade de vida inferior ao esperado. A que se deve este fato? Novos dados sobre a carga de doenças músculo-esqueléticas surgiram a partir de Global Burden of Disease Study 2010. O estudo mostra que as doenças músculo-esqueléticas são a segunda maior causa de incapacidade em todas as regiões do mundo. Dor nas costas é a condição que causa mais incapacidade em todo o mundo com osteoartrite mostrando o maior aumento nos últimos 20 anos.

Várias organizações mundiais de saúde tem trabalhado para ganhar reconhecimento para esta carga de doenças músculo-esqueléticas, entre elas se destaca The Bone and Joint Decade, Global Alliance for Musculoeskeletal Health. Nós sempre vimos isso, motivo pelo qual trabalhamos com a recuperação, reabilitação e melhora da performance dos distúrbios músculo esqueléticos há 18 anos.

O que aconteceu depois da constatação sobre os distúrbios músculo-esqueléticos? Condições músculo-esqueléticas são a segunda maior causa de incapacidade no mundo de acordo com GBD, publicado no The Lancet em 15 de dezembro de 2012. O estudo foi de impacto mundial abrangendo todas as doenças e fatores de risco, condições músculo-esqueléticos (ME), tais como artrite e dor nas costas afetam mais de 1,7 bilhão de pessoas no mundo, e tem o quarto maior impacto sobre a saúde em geral da população mundial, considerando-se tanto a morte e incapacidade. Esta carga aumentou em 45% nos últimos 20 anos e continuará a fazê-lo, a menos que sejam tomadas medidas.

Este estudo de referência da carga global de todas as doenças fornece evidência indiscutível de que as condições músculo-esqueléticas são um enorme problema emergente e em todas as partes do mundo e precisa ser dada a mesma prioridade para a política e os recursos como outras condições importantes como o câncer, a saúde mental e doença cardiovascular.

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A população necessita saber e ter acesso aos meios de como melhorar e evitar esta queda em sua qualidade de vida. O número de pesquisas científicas aumentou, e aumentará cada vez mais. Avanços científicos estão acontecendo. Estas novas pesquisas reforçaram o entendimento de que os músculos do esqueleto não são apenas o maior de tecido no corpo a partir de um ponto de vista de volume, mas também funcionam como um regulador mestre contribuindo para a saúde ideal do organismo. Estes novos conhecimentos disponíveis sobre o corpo desencadearam grande interesse nos papéis do músculo esquelético além da contração muscular. Hoje sabemos de seu papel em distúrbios músculo-esqueléticos, os músculos hoje também são vistos como principais órgãos metabólicos com contribuições essenciais para os distúrbios metabólicos, especialmente aqueles ligadas à inatividade física.

 

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Esses dados nos fornece uma evidência muito clara até o momento da carga enorme e crescente sobre a saúde global das condições músculo-esqueléticas. Isso mostra que a dor lombar é a principal causa de incapacidade e osteoartrite é uma das condições que mais crescem. Precisamos de medidas claras para conscientizar essa situação e para manter as pessoas em MOVIMENTO para poderem viver sem dor e incapacidade, disse o professor Christopher Murray, do Institute for Health Metrics and Evaluation. A visão da organizção The Bone and Joint Decade 2010 – 2020 é a de manter as pessoas em movimento para que possam ter uma vida ativa e independente.

Nossa opinião sempre foi a mesma dos principais institutos de pesquisa e organizações. Precisamos reverter o quadro de inatividade da sociedade. Precisamos nos mover, sair do sofá e ter vida, a vida que nosso corpo pede.Viver de uma forma sedentária é estar longe da natureza humana. No fim das contas, é tudo uma questão de equilíbrio. Trabalho duro, jogo duro. Descansar, dar-se tempo de lazer. Ler, viver, aprender. Mantenha-se ativo. Vá viver sua vida, arrrume tempo para sua saúde e MOVA COM QUALIDADE e com PROFISSIONAIS. Não espere os anos chegarem para tentar reverter o processo.

 

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Alvaro Alaor

Alvaro Alaor Pilates   SHIS QI 13 Bloco E salas 13/14, lago Sul, Brasília Fone: 61- 9385-3838Referências

 

1. Global Burden of Disease 2010 Study is published in the Lancet with the data available at 2.http://www.thelancet.com/themed/global-burden-of-disease. 2. Institute for health metrics and evaluation 3.http://www.healthmetricsandevaluation.org/gbd 3. World health organization 4.http://www.who.int/healthinfo/global_burden_disease/en/ 4. The bone and joint decade. Global Alliance for 5. 5.Musculoskeletal Health http://bjdonline.org/ 5. Novel excitation-contraction coupling related genes reveal aspects of muscle weakness beyond atrophy—new hopes for treatment of musculoskeletal diseases. Physiol. 2014; 5: 37 6.http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3927072/


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