O gesso do futuro

Dê adeus aos moldes tradicionais de gesso ou fibra de vidro que vem sendo usados na recuperação de fraturas.

gesso futuro 3

 

Engessar um membro é sinônimo de peso, incômodo e mau cheiro – além do próprio sofrimento pela fratura em si. Grande parte desse suplício está, no entanto, com os dias contados.

gesso do futuro 2

 

O projeto desenvolveu uma espécie de exoesqueleto (nomeado de cortex) que utiliza raios-X e ressonância de 3D de um paciente com um osso quebrado que é impresso em uma impressora 3D. Um software de computador determina a medida ideal baseado nos exames do paciente ajustando uma trama para ficar mais concentrada no local da fratura. O exoesqueleto é impresso em duas partes que se encaixam perfeitamente à região fraturada. Apesar da sua aparente fragilidade, o cortex é extremamente forte e durável. Pode ser lavável com água e sabão, além ser muito leve e ventilado garantindo que o paciente não sofrerá coceiras e descamação de pele comum aos tratamentos tradicionais que utiliza gesso.

gesso-do-futuro-1O Cortex criado pelo pesquisador neozelandês Jake Evill tem um exoesqueleto feito com um polímero de plástico, que moderniza, alivia e torna ainda mais preciso o milenar processo de se imobilizar partes fraturadas do corpo.

A única má notícia em aposentarmos o gesso é que perderemos também a simpática tradição de se escrever bilhetes de melhoras, assinaturas, desenhos e corações para consolar o acidentado.

Deixe uma resposta