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Diástase do reto abdominal, apostila.

16/10/2016 - Artigo, Fisioterapia e movimento
Diástase do reto abdominal, apostila.

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Diástase do reto abdominal

Antes de iniciarmos por qualquer definição do que é diástase do reto abdominal, precisamos salientar que a diástase é uma questão que envolve o corpo inteiro. Se partirmos apenas para definição deixaremos de lado todo o conjunto de fatores e hábitos que permitiu que a diástase acontecesse. Ao olharmos apenas para cintas e exercícios para corrigir estes problemas estaremos focados no sintoma e deixaremos de corrigir problemas mais profundos que levaram a diástase acontecer.

Nesse artigo falaremos muito de abdômen, conhecido como CORE serão usados para designar toda esta região. Para aprendermos como lidar com a diástase teremos que entender duas coisas: anatomia (a parte visível) e as forças que suportam nosso corpo (parte invisível). Lembre que a DR é uma questão que envolve todo o corpo. 

DR = diástase reto abdominal

DR é uma separação não natural das metades direita e esquerda do músculo reto abdominal na linha média. Chamamos de não natural porque a região ja é separada na linha alba. No caso da DR a distancia da linha alba aumentou devido ha uma combinação de forças que estaremos abordando mais a frente. Saliento ainda que definição clássica chama apenas de separação do músculo reto.

Músculo reto abdominal

Está recoberto por uma bainha, a bainha do reto do abdome. Esta bainha mantém o músculo em sua posição e é formada pelas aponeuroses do m. obliquo externo, m. obliquo interno e m. transverso do abdome.

O músculo reto do abdome é longo e aplainado, recobre toda a face anterior do abdome. Ele é intercedido por faixas fibrotendinosas chamadas interseções tendíneas. O numero dessas interseções variam de pessoa para pessoa. Esta dividido em direito e esquerdo pela linha

Ação: Flexão do tronco, comprime o abdome e auxilia a expiração forçada

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A Linha Alba

É uma linha branca e bastante robusta localizada entre os dois retos abdominais, na linha mediana. É formada pela união das aponeuroses dos músculos obliquo interno, externo e transverso com as aponeuroses desses músculos do lado oposto. Estende-se desde o processo xifóide até a sínfise púbica. Na sua porção inferior se divide em uma porção anterior e outra posterior. A anterior se insere na borda superior da sínfise púbica e a porção posterior é mais profunda e se insere na crista do púbis. É na linha alba que encontramos o anel umbilical e cicatriz umbilical. O anel umbilical é o orifício que da passagem ao cordão umbilical na vida fetal. Depois de desligado após o parto o cordão umbilical oblitera-se e fibrosa formando a cicatriz umbilical.

A linha alba como vimos conecta a caixa torácica a pélvis , mas ela não conecta apenas ossos, , ela conecta todos os músculos do abdômen. A região entre a caixa torácica e a pélvis, núcleo, o contrario da maioria das partes do corpo possuem predominantemente tecidos moles, única exceção são asa vértebras da coluna.

A Linha Semilunar

Também conhecida como linha de Spieghel, corresponde a uma linha curva, lembra uma meia lua, de concavidade medial que marca a zona de transição do m. transverso do abdome para a sua aponeurose.

A Bainha do Reto do Abdome

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É uma bainha aponeurótica formada pelas aponeuroses dos músculos oblíquo externo, interno e transverso, que ao passar pelo m. reto do abdome para alcançar a linha media o envolvem e formam essa bainha. Na borda lateral do m. reto do abdome essas aponeuroses se dividem formando a bainha posterior ao passar posteriormente pelo m. reto do abdome, e formando a bainha anterior ao passar anteriormente ao músculo. A disposição das aponeuroses é diferente quando se observam os dois terços superiores e o terço inferior da parede abdominal, os dois terços superiores estão acima do umbigo e o terço inferior está abaixo do umbigo.

Nos dois terços superiores a aponeurose do m. oblíquo externo passa anteriormente à m. reto do abdome. A aponeurose do m. oblíquo interno desdobra-se em duas laminas, uma que passa anteriormente ao m. reto do abdome e outra que passa posteriormente. A aponeurose do m. transverso passa posteriormente ao m. reto do abdome.

No terço inferior todas as aponeurose passam anteriormente ao m. reto do abdome deixando sua face posterior apenas recoberta pela fáscia transversal. Neste ponto em que a aponeurose do m. transverso e a lâmina posterior da aponeurose do m. oblíquo interno deixam de revestir a face posterior do m. reto do abdome temos a formação da linha arqueada, também conhecida como Arcada de Douglas.

Os músculos do abdomen devem ser firmes  para suportar as forças e apoio ao corpo e ao mesmo tempo maleáveis para permitir movimentos. Na maioria das vezes os musculos se ligam a ossos para permitir gerar forças e movimento, no caso do abdômen eles se unem as fascias que precisam ser fortes para suportarem esta transferencia de forças.

Musculos se ligam aos ossos através de tendões, mas como no abdômen não temos arranjo eles se ligam as aponeuroses que é o mesmo tecido de um tendão porem eles possuem uma forma de trama de tecido. A linha alba e semilunares são tais peças. Os músculos do abdômen se interconectam nessa rede. Essa tecelagem ( e ela varia dependendo da região do abdômen que olhamos) resulta em uma estrutura sólida onde cada componente é a chave para uma função.

Então a linha alba não é uma área isolada onde os músculos do abdômen se conectam, mas uma estrutura formada pela união desses musculos. Por isso ao invés de chamarmos a diástase do reto abdominal o ideal seria perceber que de o que de fato ocorre é uma lesão nessa trama de aponeuroses.

lembrando dessa trama percebemos que a linha alba pode ser puxada puxada pela pélvis e caixa torácica, pelo musculo reto do abdomen e pelos demais musculos do abdômen. Quando levantamos os braços para alcançar algum objeto podemos sentir como este movimento vem arrastando como uma rede todo uma conecção de músculos que afetam a linha alba. Quase todos os movimentos do corpo, mesmo aqueles que não são feitos no abdômen, acionam diretamente o núcleo. Ainda que você não saiba ou não receba isso, mas a verdade que os movimentos em todo o seu corpo estão contribuindo para forças puxando seu núcleo, gerando forças nesta região.

Aponeurose do Obliquo Externo do Abdome

É uma membrana fibrosa e brilhante que recobre toda a superfície ventral do abdome, contribuindo para formar a bainha do m. reto do abdome. As fibras dos dois m. oblíquos externos se entrelaçam na linha mediana para formar a linha alba, sendo esta a verdadeira inserção do músculo, se estendendo desde o apêndice xifóide até sínfise púbica. A porção medial da parte inferior da aponeurose termina em uma borda tendínea denominada ligamento inguinal. Ao caminhar em direção ao púbis esta porção da aponeurose separa-se e forma dois pilares (um medial e outro lateral) formando um estreito triangular denominado anel inguinal superficial, por onde passa o funículo espermático. Lateral e superiormente a esse anel os feixes que caminham da direção habitual orientam-se cranialmente em direção a linha media formando curvas, à essas fibras dá-se o nome de fibras intercrurais.

Músculo Obliquo Interno do Abdome

É menor e mais fino que o m. obliquo externo do abdome e está recoberto por este. Recobre a face anterior e lateral do abdome, está situado entre dois músculos, o m. obliquo externo do abdome e o m. transverso do abdome. Algumas de suas fibras se continuam com o funículo espermático para formar o m. cremaster. Essas fibras formam uma lâmina compacta quando estão no interior do canal inguinal, mas quando emergem pelo anel inguinal superficial formam umas serie de alças que alcançam o testículo e se inserem na túnica vaginal. Tem função de tracionar o testículo cranialmente e é inervado pelo ramo genital do nervo genitofemoral.

Resumindo

. DR nao é apenas um rompimento do músculo reto abdominal, mas sim o distanciamento do musculo reto abdominal da linha alba.

. A linha alba é formada pelas aponeuroses de todos os músculos do núcleo, e todos eles podem estar contribuindo para formação da diástase.

. A linha alba se conecta com a caixa torácica e pélvis , movimentos e posturas nestas partes do corpo e podem contribuir para DR.

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As forças

Para trabalharmos com a DR temos que ir alem da preocupação com as peças anatômicas de nosso abdômen. Precisamos estar envolvidos com todo um sistema de movimento, precisamos trabalhar para que todo o corpo seja forte e intacto. As forças que são tramitadas pelo nosso corpo quando empurramos um objeto por exemplo não são listadas em livros de anatomia, e elas são componentes essenciais para o bom funcionamento do corpo humano. Nesse processo então é importante conceituarmos estas forças atuando sobre e sendo criadas pelo corpo, que influenciam  a criação ou reparação da DR.

A DR pode ser um afinamento na bainha que contém o músculo reto abdominal, pode ser um afinamento da linha alba em uma pequena área ao redor do umbigo. Não importa o fato é que alguma coisa empurra ou puxa a linha alba ocasionando um desgaste e ruptura. Forças movem nosso corpo em diferentes direções o tempo todo. Desde o posicionamento de nossos pés em nossos sapatos e no chão, para a tensão nas panturrilhas que podem posicionar nossa cabeça de forma anteriorizada,  tudo isso é influenciado por forças que percorrem nosso corpo. O que faz o corpo subir, descer, ir para os lados é sempre o resultado da soma total de forças agindo pelo corpo.

Ao sabermos que nossos movimentos geram forças que podem ocasionar a ruptura da linha alba, algumas pessoas podem pensar ou partir do principio que evitar o movimento seria o caminho para não ocorrer a DR ou piorar a DR instalada. Mas por outro lado não mexer não corrige o problema, e não mover resulta em problemas muito maiores do que a DR.  Aprender a criar um determinado conjunto de forças quando movermos, aprender a mover de forma que possamos fortalecer e curar, uma vez que iniciamos este caminho, encontraremos a habilidade de fortalecer que ira reforçar nossa capacidade de cura, que reforça novamente nossa capacidade de fortalecer e assim por diante. Nosso corpo é uma máquina, máquina feita para mover em equilíbrio, o equilíbrio correto de frequência de movimento e tipo de movimento resulta em melhores resultados para nosso corpo.

Os oblíquos e transverso do abdomen   

 

Ao olharmos para a orientarão das fibras dos músculos transverso do abdômen e dos oblíquos  facilmente detectamos os músculos cuja ação puxa o lado direito e esquerdo, o reto do abdome,  afastando o mesmo da linha mediana. Devido a sua fixação para as bainhas do reto, quando os oblíquos e a parte superior do transverso do abdômen estes músculos puxam o reto do abdômen para longe um do outro. Esta é uma das razoes porque pessoas com condicionamento físico excelente podem ter a separação da linha alba. Podemos desenvolver muita tensão nos musculos oblíquos, quando fazemos exercícios abdominais podemos criar um elevado nível de tensão.   

[/private]A separação abdominal não é sobre aptidão, se trata de forças. A melhor quantidade de força não é o tanto que você gerar de força, mas a quantidade que permite seu corpo funcionar optimamente.

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Trabalho muscular cria movimento movendo as alavancas ósseas. Movimento muscular ativa e deforma tendões, ossos e tecido conjuntivo, bem como todos os tecidos circundantes e incorporado em uma área de trabalho. Corpos sedentários que não funcionam com regularidade também movem suas peças mas de uma maneira menos dinâmica; um musculo duro e inflexível pode criar uma tração constante e deformar o elo mais fraco (tecido) na cadeia (série de partes do corpo). Um grande puxão no sentido direito- esquerda pelos músculos que formam o abdômen pode distender a linha alba para longe da linha média de uma maneira desequilibrada. Um desequilíbrio pode colocar uma tensão muscular constante na linha Alba.

O músculo transverso do abdômen é um músculo que muda sua inserção nas fibras tendíneas de acordo com a localização que olhamos. Ao olharmos para as áreas abaixo da linha arqueada a aponeurose do TrA passa por sobre o reto abdominal e isso não ocorre na aérea acima da linha arqueada.

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Pressões intra abdominais ( entre elas bebês e gordura intra abdominal)

A gravidez e o parto constituem-se em eventos fisiológicos, caracterizando-se por provocarem variadas alterações físicas e emocionais, com intuito de criar um ambiente ideal para o crescimento e desenvolvimento fetal.

As modificações durante a gestação são resultado da interação de quatro fatores: mudanças hormonalmente mediadas no colágeno e no músculo involuntário; fluxo sanguíneo aumentado para útero e rins; ampliação e deslocamento do útero em decorrência do crescimento fetal; aumento do peso corporal e mudanças adaptativas no centro de gravidade e postura. O ganho de peso no final da gravidez tensiona a coluna lombossacra e as articulações sacroilíacas  e as transformações na postura não se corrigem espontaneamente após esse período, tornando-se uma postura adquirida após o puerpério.

O útero em constante crescimento é quem sofre as transformações mais significativas na gestação, e pode causar o estiramento da musculatura abdominal, ocasionando a separação dos feixes dos músculos retos abdominais (diástase dos músculos retos abdominais – DR). Esta condição pode ser observada inicialmente no segundo trimestre de gestação, tendo uma incidência maior nos três últimos meses, em virtude do volume abdominal maior, assim como no pós-parto.

A gordura abdominal precisa ser o primeiro passo para reparar o abdômen. Coisas com potencial tensão na linha alba como gordura intra-abdominal (a gordura que esta dentro da cavidade abdominal em oposição apenas abaixo da pele), bebês ou quando comemos de forma exagerada. Quando colocamos muita coisa nessa cavidade ela tem que expandir. Mais massa em nosso abdômen  faz com que nossos músculos se distendam, mas eles conseguem distender ate certo ponto, a partir daí esse excesso de conteúdo é empurrado para os lados, ocasionando tensão nos pontos mais fracos. Em nosso abdômen o ponto mais fraco é a linha alba.

Mas não precisamos ter um bebê ou gordura empurrando nossos músculos do abdômen, podemos fazer isso por nossa conta dependendo de como você contraia os músculos do abdômen. A pressão intra abdominal independente do que façamos esta sempre presente. A quantidade de pressão intra abdominal varia de acordo com o que fazemos com o corpo como tossir, rir, defecar, respirar e movimentos ou nossos hábitos de postura e exercícios são coisas que podem alterar a pressão intra-abdominal.

O tecido conjuntivo é ansiotropico, como ele responde a um determinado impulso ou tração depende em qual direção você esta empurrando ou puxando este tecido. Esses tecidos podem suportar ser puxados mais em uma direção que em outras. Em estudos com cadáver  a linha alba estende melhor no sentido longitudinal (sentido cabeça-pés) do que no sentido do transverso do abdômen que é melhor tensionada sentido direito esquerdo.

Por quê a DR é uma lesão comum no pós-parto é fácil associar a DR como sendo causada pela expansão abdominal pelo bebê, nesse sentido o dano é provocado por uma carga muito grande on-time, ao invés de uma vida inteira de hábitos ou estado particular dos tecidos.

[/private]Por quê homens e mulheres nulíparas podem desenvolver a DR, claramente não é um estado de gravidez, mas uma questão de forças no qual a gravidez poderá contribuir.

A linha alba é muito resistente como elástico de meias. Ela pode ser esticada, liberada, esticada, liberada. No entanto, também como as meias, há um ponto que pode sofrer tração em direção errada, muito frequentemente isso é realizada há muito tempo, perpetuado por anos de mal uso do corpo e desequilíbrios musculares. A linha alba tem um limite de deformação antes de ceder e ficar deformada. Todos os músculos do abdômen se conectam com a linha alba o que significa movimentos repetitivos ou tensão crônica em qualquer destes musculos lentamente podem deformar a linha alba.

Como a linha alba deforma?

Uma quadril anterovertido esta esticando sua linha alba, uma gravidez estica ainda mais a linha. Ficar sentado por muito tempo, durante décadas em seu posto de trabalho puxando seus músculos do quadril e núcleo por anos. Uma caixa torácica desviada para algum lado do corpo. Você pode ser um atleta como jogador de vôlei que treina muitas cortadas e saques o que faz os lados dos músculos do abdômen ligeiramente mais fortes que o outro. Pode ser que você nunca tenha se exercitado em sua vida e possui uma gordura intra-abdominal empurrando a linha. Todos são mecanismos de deformação, não importa nesse momento. O que queremos é aprender como colocar estas forças em equilíbrio e uma maneira segura de movermos para restaurar da DR

Ponto chaves

.As forcas impostas na linha alba deformam e danificam abdomen

. Forças impostas na linha alba podem ser por; conteúdo abdominal maior que o normal (bebê ou gordura visceral), muita tensão nos músculos abdominais, uma combinação de todos os fatores acima e sua maneira de mover o corpo.

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2 opiniões sobre “Diástase do reto abdominal, apostila.

Naiara

Olá, meu nome é Naiara. Tenho 3 filhos, E já faz 11 meses desde o último parto cesárea, mas minha barriga continua tão grande que pareço estar gestante de uns 5 meses. Vcs tem conhecimento de um profissional na cidade de Jundiaí-sp, que possa me ajudar. Obrigada!
E parabéns pelo excelente esclarecimento.

Resposta
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    alvaroalaor

    Naiara não conheço não. Uma pena.

    Resposta

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